sexta-feira, 7 de julho de 2023

DISCUSSÃO FILOSÓFICA SOBRE VINGANÇA




RESENHA: LITERATAQUE

RESENHISTA: ARYANE BRAUN

LIVRO: DUAS NOITES DE VINGANÇA

AUTOR: CLÁUDIO ANTONIO MENDES

Olá leitores queridos!


    Hoje trouxe mais uma resenha para vocês conferirem. O livro da vez é do escritor Cláudio Antonio Mendes, e trata-se de um livro de contos.

CAPA DA 1ª EDIÇÃO

    Em todos os contos a morte acontece, há contos em que o sobrenatural age ou até mesmo ele misturado ao que chamamos de realismo fantástico, eu diria. Gostei de todos os contos, achei-os criativos, uns mais e outros menos.
    O meu conto preferido foi o que dá nome ao livro, nele, uma mulher uma mulher se vinga de seus ex-colegas de estudo, após ser humilhada numa noite de sexo casual entre eles. Esse conto traz uma discussão filosófica sobre a vingança, nos fazendo refletir se ela vale a pena ou não.
    Também gostei muito do antepenúltimo e penúltimo conto, nele o autor puxou para o lado da fantasia e criou novos seres que representam perigo aos seres humanos, são descendentes do povo viking e tem hábitos alimentares muito bizarros. Andam disfarçados de góticos para abocanhar as suas presas.
    Os contos são uma leitura fluída e prazerosa para quem gosta do gênero terror, eu diria ainda que uma ótima alternativa para quem busca sair de uma ressaca literária.
    Vou ficando por aqui, não esqueçam de dizer o que acharam da resenha nos comentários. Para quem quiser adquirir o livro, o e-book está disponível no site da AMAZON.

ARYANE BRAUN



CAPA DA 2ª EDIÇÃO


LIVRO NA EDIÇÃO VISEU

DUAS NOITES DE VINGANÇA





sábado, 17 de junho de 2023

SÃO MANOEL, NOSSO PADROEIRO


HOMENAGEM A SÃO MANOEL
Cláudio Antonio Mendes

Hoje, 17 de junho, dia de São Manoel, padroeiro do meu município, Mutum-MG. Compartilho o poema para ser lido como jogral por ocasião da participação da Escola Dionysio Costa na novena em honra ao Padroeiro, em 14.06.2023.


SÃO MANOEL, NOSSO PADROEIRO


Há uma paragem abençoada

Localizada no leste mineiro

Habitada por gente de fé

São Manoel é o seu padroeiro.


Gente trabalhadora na terra

Com sua riquíssima cultura

E assim como o seu padroeiro

Une bem a sua fé e a bravura.


CORO

São Manoel nosso padroeiro

Rogai por nós o ano inteiro.


Povo que nunca se entrega

O seu espírito é guerreiro

E no dia dezessete de junho

Celebra com seu jeito festeiro.


Como deve ser um bom militar

São Manoel foi soldado valente

Lutou pelo seu povo e por justiça

Mas ao Deus da vida foi temente.


CORO

São Manoel nosso padroeiro

Rogai por nós o ano inteiro.


Hoje é dia da nossa homenagem

A Escola Dionysio Costa aqui está

Com toda sua simplicidade e fé

Para a ti, São Manoel, venerar.


É uma homenagem humilde

Mas preparada com o coração

Por estudantes e profissionais

Revelando toda nossa devoção.


CORO

São Manoel nosso padroeiro

Rogai por nós o ano inteiro.


 

sábado, 20 de maio de 2023

PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS – XXIX: RESISTÊNCIA, INVERNO E PAZ

  

RESISTÊNCIA, INVERNO E PAZ

Trago nesta penúltima pentalogia cinco poemas que falam da luta e miséria em todo fim degradante da vida humana. Mas as fugas se fazem em instantes de loucura ou de fosforescentes momentos de paixão.
 
Boa leitura!
 


PÉTALA 1
RESTO E RESISTÊNCIA

Entre o espelho e a esperança
Entre conselhos e consciência
Eu que perdi o ritmo da dança
Busco manter minha existência.
 
Entre o que resta, a resistência
Quando até respirar me cansa
Entre o espelho e a esperança
Entre conselhos e consciência.
 
Entre a tormenta e a bonança
Eu tento ter alguma paciência
Mas uma degradação avança
Com elegância na decadência
Entre o espelho e a esperança.
 
 
PÉTALA 2
OLHOS TRISTES

Meus olhos são tristes
De tanto ver
O último trem partir
Para as estrelas
Ou suas pegadas
Apagadas
Pela poeira
E tudo é inverno
Dentro de mim
E tudo é inferno
Neste meu fim.
 

PÉTALA 3
TANTO FAZ
 
Você está em tudo
Que eu penso
No meu jeito desmedido
No meu cérebro denso
Ando perdido
Coração hipertenso
Eu não sei se fico
Ou se me fermento
Se venço a chuva
Ou me desmancho no vento
E para mim tanto faz
Você é minha cura
Pois é só na loucura
Que encontro paz.
 

PÉTALA 4
FOGO
 
Fogo queima
Fogo frita
Fogo teima
Fogo grita
Fogo formiga
Fogo amigo
Fogo parente
Fogo não tem
Patente
Fogo frio
Fogo quente
Fogo cio
Ou apenas
Você
Nua
Fosforescente
No meu
Quarto crescente.


PÉTALA 5
PASSOS DEGRADANTES
 
Todo dia
(faça sol, faça chuva)
Eu desço um degrau
São passos de uma
Degradação
Lenta
Avanço rumo ao nada
Insignificância
De um ser
Que se sovou
Na servidão.




sexta-feira, 28 de abril de 2023

PENTALOGIAS DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS - XXVIII: ABRIGO, PRISÃO E RINGUE

 



ABRIGO, PRISÃO E RINGUE

 (PÉTALAS SEMANAIS)

Mais uma postagem da nossa série que irá compor o segundo livro. Nesta pentalogia trago cinco poemas no estilo rondel que fala das chicotadas da vida e da caminhada em busca de um amor. O versos foram inspirados na leitura dos poemas As três mantilhas – III e As três mantilhas – IV de Willian Lagos.
 
 
CHICOTADAS
 
Sou monstro que leva chicotadas
Desta vida que só me traz pavor
Sou violência pelas madrugadas
Em que sangra um bravo lutador.
 
Só espinho que enfeia a bela flor
No poente de tardes perfumadas
Sou monstro que leva chicotadas
Desta vida que só me traz pavor.
 
Uma revoada de aves assustadas
A minha presença causa o furor
Que faz cessar o som das risadas
Que dá a todo ódio maior vigor
Sou monstro que leva chicotadas.
 
 
CORAÇÃO CHEIO DE CALOR
 
Atravessei correntes de água fria
Para se encontrar com meu amor
Os perigos pela estrada eu não via
E pelo meu corpo nenhum estupor.
 
Nem senti se amassei uma flor
Quase cego no escuro eu seguia
Atravessei correntes de água fria
Para se encontrar com meu amor.
 
No meu peito uma chama ardia
O fogo ia ganhando mais fulgor
Em cada passo a esperança luzia,
Com meu coração cheio de calor
Atravessei correntes de água fria.
 
 
ENCARCERAMENTO
 
Onde está meu encarceramento
Já não nasce nenhuma vegetação
A eternidade virou um momento
E o meu destino perdeu a direção.
 
O que era refúgio virou prisão
O seu abraço um dilaceramento
Onde está meu encarceramento
Já não nasce nenhuma vegetação.
 
Em um canto sujo eu me sento
Vem-me uma triste recordação
Das promessas vazias ao vento
E seu olhar verá uma escuridão
Onde está meu encarceramento.
 
 
MEU ÚLTIMO ABRIGO
 
Marcha lenta, constante e permanente
Pela velha estrada empoeirada eu sigo
Como a estrada, estou velho, demente
Mas eu trago ainda um desejo comigo.
 
Como a flor preferida todo dia irrigo
A vontade de te namorar novamente
Marcha lenta, constante e permanente
Pela velha estrada empoeirada eu sigo.
 
O passar do tempo me tornou carente
Solitário que já não tem sequer amigo
Mas da próxima vila você é residente
Eu rastejo rumo ao meu último abrigo
Marcha lenta, constante e permanente.
 
 
NO RINGUE A PAIXÃO
 
No ringue da paixão sou lutador
Às vezes eu perco, descentemente
Mas na solidão vem aquele pavor
Que faz a gente agir tão diferente.
 
A minha alma sangra tão carente
E ainda assim luto pelo seu amor
No ringue da paixão sou lutador
Às vezes eu perco, descentemente.
 
Nos golpes certeiros eu sinto dor
Sacudo a poeira e sigo em frente
Tenho certeza que serei vencedor
Para ter seu o coração sou valente
No ringue da paixão sou lutador.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS - XXVII: DESILUSÃO, GUERRA E LAMPEJO

 



DESILUSÃO, GUERRA E LAMPEJO
 
PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS
 
Trago em cinco poemas florescidos esta semana falando da desilusão com a vida diante da imensidão da história e da pequenez humana.
 
A guerra híbrida, bélica e bombástica, que destroça quem perde e quem ganha, em um constate retorno de todas a idas. E em cada ida nada encontrar faz o coração retrair diante da jornada desafinada com o desejo que trazemos dentro, fazendo com que o corpo seja apenas uma embalagem do nosso desejo de felicidade que não cessa. De ser, de floresSER.
 
RETORNOS
(indriso)
 
Eu prossigo sem foco
Sem força ou destino
Enquanto a vida toco.
 
Meu reflexo, franzino.
No retorno me sufoco
Nosso caso é genuíno.
 
Eu tateio todas saídas
 
Volto de todas as idas.
 
XXXXX
 
UMA GUERRA
 
Triste é haver
UMA GUERRA
 
campos minados
cantos degolados
 
Triste é viver
UMA GUERRA
 
dias de sorte
dias de morte
 
quando a paz
raia no horizonte
uma bomba cai
destrói a ponte
 
Triste é perder
UMA GUERRA
 
do seu tudo nada resta
nem pedra sobre pedra
 
Triste é vencer
UMA GUERRA
 
entre a pele e a medalha
sua farda é sua mortalha
 
XXXXX
 
HOMEM DE ALMA APRISIONADA
(rondel)
 
Sou um homem de alma aprisionada
Ao fascínio absoluto do feminino ser
Eu sinto minha energia ser dissipada
Sobre mim ela passa a ter todo poder.
 
Uma mulher me seduz, me dá prazer
À conta gotas até varar a madrugada
Sou um homem de alma aprisionada
Ao fascínio absoluto do feminino ser.
 
Avisaram-me que seria uma roubada
Mas eu procurava emoção para viver
No início era mágico o toque de fada
Transformou-se em vício a me deter
Sou um homem de alma aprisionada.
 
XXXXX
 
FIO SOLTO
 
Eu vago pelo hiato da noite
Como um fruto indesejado
Na pele as marcas do açoite
Nos sonhos algo impensado.
 
Mas tudo em mim sussurra
Todos os ais da humanidade
A dor profunda de cada surra
A escuridão de cada maldade.
 
Encontro da desilusão com a fé
Um vendaval se forma no peito
Crer sem recompensa qualquer
Partir no caminho mais estreito.
 
E vagar pela noite mais escura
Apalpando espinhos da morte
Colhendo na estima minha cura
Do que fere sem provocar corte.
 
Canção que em mim hoje grita
Como um desafino da jornada
Recolho o que o ser não palpita
Para no fim do dia não ter nada.
 
Trilhas sinuosas em montanhas
Sólidas como qualquer pesadelo
Desconhecem minhas façanhas
Sou fio solto no meio do novelo.
 
 
XXXXX
 
NA NOITE IRRISÓRIA
 
A vida é um pequeno lampejo
Na imensidão de uma história
O corpo é embrulho do desejo
E da sede de qualquer vitória.
 
Tão raro são os dias de glória
Mais raro é ter paz no vilarejo
A vida é um pequeno lampejo
Na imensidão de uma história.
 
Nunca conquisto o que almejo
Eu pertenço ao pior da escória
Pelos becos e ruas sujas rastejo
Abandonado na noite irrisória
A vida é um pequeno lampejo.




terça-feira, 17 de janeiro de 2023

MIL MOTIVOS PARA ESCREVER


FONTE: IMAGEM GARIMPADA NA INTERNT

MIL MOTIVOS PARA ESCREVER

Na última semana de 2022 participei de XXVII Evento Nenhum Dia Sem Poesia, intitulado Mil motivos para escrever. Foram seis dias postando poemas dentro deste tema, para aprimorarmos nossa escrita e, sobretudo, nossa poética.
 
O evento foi em comemoração à marca de mil membros no grupo. Houve participação de poetas de diversos países da América do Sul e países lusófonos, coordenado por Francisco Petrônio Ferreira de Oliveira (Efepê Efe Oliveira) que me convidou e está me apadrinhando na ALEGRO (Academia de Letras Guimarães Rosa) em que tomarei posse no próximo domingo (22.02.2023). Trata-se de uma academia virtual, atividade que vem se proliferando. Vamos ver se desta vez eu consiga incluir mais está peleja literária na minha pauta.
 
Compartilho nesta postagem cinco dos seis poemas que produzi para o evento.
 

PARA SENTIR QUE EU ESTOU VIVO

Meus dedos reclamam de cansaço
E as teclas seguem na mesma toada
É que eu preciso de um motivo
Para sentir que eu estou vivo.
 
E lá vem o primeiro verso
Como um big bang
Dando origem a um universo
Então rabisco alguma estrofe
Enquanto lá fora tanto chove.
 
Estar vivo é mais que um motivo
Pois a vida tem mil facetas
E para cada faceta um poema
Aqui vai um de saudade
Daqui a pouco outro de prazer
A angústia ou a alegria
Depende da imaginação
Muito mais que de como
Está indo o meu dia.
 
E quanto mais eu escrevo
Mais eu me vejo
Como se os caracteres
Na tela do laptop
Fossem cacos de um espelho.
 
 
 

MELODIAS E ESPERANÇA

Todas a pegadas que semeei
Pelas estradas do mundo-jardim
Afloram em meus versos
Como flores que exalam
Fragmentos de mim.
 
Pegadas que ficaram na poeira
Da estrada estreita
De um Córrego do Cedro tímido
Caminhada para a casa do avô
Ida rápida para o primeiro dia
Na escolinha da tia e madrinha.
 
E as que ficaram invisíveis no asfalto
Amassadas pela velocidade dos homens
Mas vistas pelos olhos poéticos
Daqueles que têm mil motivos
Para escrever nas dobras do tempo
Celebrando a sobrevivência cotidiana.
 
Pegadas deixadas pelas praias
Que visito em verões temerários
Ou em viagens que faço em sonhos
Pelos recantos de um mundo só meu
Pegadas cintilantes nas lembranças
Da alma saturada de desejos e dores
Enquanto escrevo para continuar
Meu itinerário de lobo solitário
Uivando melodias e esperança.
 
 

VONTADES E ESPERANÇA

Ela tem mil motivos
Para transformar suas lágrimas
Em rancores nos versos.
 
Ela tem mil motivos
Para escrever sua revolta
Contra o universo.
 
Da sua infância descalça
Da pouca comida no prato
Da sua pele amarelada
No tão raro retrato.
 
Da adolescência contida
Do trabalho infantil
Das mazelas na sua vida
De tudo que sentiu.
 
Dos namoricos tímidos
E dos não correspondidos
Dos seus desejos límpidos
E dos sonhos destruídos.
 
Do casamento necessário
E da separação dolorosa
Sem festa no aniversário
Sem poesia na sua prosa.
 
Ela tem mil motivos
Para escrever um viver
De infortúnios.
 
Mas ela tem um poema
Em seu sorriso
Como se estivesse
À porta do paraíso.
 
Mesmo com uma lágrima
Aflorando em seus olhos
Ela está sempre grávida
De vontades e esperança.
 

 
O SILÊNCIO E SEUS MURMÚRIOS

Dentre meus vários motivos para escrever
Escrevo para você e tudo o que te cerca
A cerca que te torna cativa, prisioneira
E o sonho com o paraíso que te liberta.
 
Escrevo para o nosso encontro
No dia em que nada foi combinado
E para o seu adeus tão inesperado.
 
Para a saudade que sinto de você
Dentro deste silêncio e seus murmúrios
Escrevo para fazer um lamento
Ou para curar as feridas no meu orgulho.
 
Escrevo para a noite que me assombra
E para tudo que me faz companhia
Um corvo que crocita, o coração que grita
E para que eu arranque do caos a poesia.
 

VERSOS FELINOS

Converso com o tempo
No espaçamento da noite
Dentro de uma atmosfera
Onde a brisa vira açoite.
 
Converso com a memória
Revejo os momentos idos
Espinhos ferindo a alma
Em cada adeus dolorido.
 
Tento entender o enredo
Que esta vida me destina
Manhãs fatais, tardes frias
No coração eterna neblina.
 
Não sou de muito reclamo
Meu silêncio fala por mim
Quanto às fugas eu tramo
Não passam por um jardim.
 
Sou poeta de versos felinos
Os motivos para eu escrever
Vêm destes meus desatinos
Da minha vontade de viver.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

MICROCONTOS DE 2022: QUANDO O MÍNIMO É MAIS




O título desta postagem é muito usado quando se trata de textos minimalistas, seja em prosa ou seja em verso. O minimalismo me facina pela dificuldade da concisão. Um microconto não é apenas uso de trocadilhos. É acima de tudo um texto que precisa ter todos os elementos de uma narrativa: Personagens, enredo, tempo e espaço. Na minha tentativa de me esmerilar neste gênero, participo do grupo Microconto Fátima Florentino compondo, sempre que o tempo me permite, meus microcontos.

No meu livro, O Castelo de Alice, uma das apresentadoras da minha obra no lançamento falou dos microcontos intrusos, como a parte que mais lhe chamou atenção. Sim, eu usei microcontos para não deixar nenhuma página em branco.

Compartilho com vocês cinco pequenas narrativas de 2022.

 

 CANDURA

Ele foi tirando tudo dela. Emprego, amigos, liberdade, alegria e, por fim, a vida. Só restou a candura do olhar nas memórias do filho de dois anos.

 

BISTECA

Ela achava que a salivação dele era por causa da bisteca acebolada que fizera para o jantarzinho íntimo. Só percebeu o engano quando ela passou a ser o jantar dele, literalmente.

 

CAIXÃO

Assim que jogaram a última pá de terra sobre meu caixão, eu também fui embora.

 

BENGALA

Disfarçava-se de idoso. Boina, bengala, o andar cambaleante e o gemido de dor. Ao passar por alguma jovem deixava o pacote cair. As que eram gentis ofereciam para ajudá-lo. Entravam em seu apartamento de onde não sairiam mais.

 

PEDAGOGIA

Foi a pedagogia da faculdade que lhe deu o emprego na creche. Mas é com sua própria didática que ele tem feito crianças virarem anjos.


***

Os títulos são as palavras do dia em que os microcontos foram escritos. Todos, naquele dia escreveram um ou mais microcontos com até 300 caracteres a partir desta palavra, sendo que ela teria que estar escrita.

Para mim, o melhor é Caixão.


Bisteca serviu de "gatilho" na dinâmica do dia em 03.07.2022, e, claro, fiquei muito honrado.


POSTAGEM RECENTE DE: 

PENTALOGIAS POÉTICAS DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS