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terça-feira, 2 de agosto de 2016

O INIDENTIFICÁVEL



Sem identidade,
Porém idôneo
Eu sigo pela cidade
Sem saber meu nome

Sem saber a idade
De cada ruga
Sulcada pelas lágrimas
No rosto que madruga

De mim vive digitais
No que desembrulho
Durante a noite
Em meio a entulho

Rastros de uma carne
Que segue biodegradável
Enquanto sigo sendo

O inidentificável

domingo, 31 de julho de 2016

ENXERTIAS 02











T.011
É para mim a tua ação
.......................atuação

T.012
Essa solidão tão maluca
.......................machuca

T.013
Na escola decoro feito mula
..................................fórmula

T.014
Para o amor, a porta eu fecho
...................................desfecho

T.015
Para alcançar, eu remo
..........................extremo

T.016
Pensa no amor, pensa na dor
.................................pensador

T.017
Para não cair nele, eu rezo
.......................desprezo

T.018
Muitas pessoas que não se dão
...................................multidão


T.019
Julgaram-no com problema mental
.....................................sentimental

T.020
Foi acumulando propriedade

...........................prosperidade

TIQUIM ENXERTADO É UM ESTILO POÉTICO CRIADO POR:
CLÁUDIO ANTONIO MENDES & MARLI CALDEIRA

domingo, 18 de outubro de 2015

HIDROPOEMAS 1



ODOR, SABOR E COR

A água é inodora
Ela não tem odor
Mas a falta dela tem
Sem ela a cidade fede

A água é insípida
Ela não tem sabor
Mas a falta dela tem
A garganta amarga

A água é incolor
Ela não tem cor
Mas a falta dela tem
A cor do desespero



DESTREZA

Para provar minha destreza
Estimulei o individualismo
Destruí pessoas e natureza
Olá, eu me chamo capitalismo



A SEDE

Para saciar nossa sede
De progresso
Para saciar nossa sede
De poder
Destruiremos o verde
Até morrermos
De sede



domingo, 23 de agosto de 2015

ACROSTICO: FIGUEIRA DE CENTENÁRIO

FOTO: RAHISSA RAMALDES
Foste aí, plantada
Imortal, resistes
Gélidas noites
Urras e persistes
Então guardas histórias
Intrigas e paqueras
Ramificam sob teus galhos
Aguardando novas eras


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

ALDRAVIAS PREMATURAS - PARTO III



ALDRAVIA 022
conflitos
sísmicos
confrontos
tectônicas
sempre
pangeiando-nos


ALDRAVIA 023
carícia
antiderrapante
abrindo
caminho
lubrificadas
curvas


ALDRAVIA 024
sem
cachorro
no
mato
sem
tatu


ALDRAVIA 025
chuva
fina
aquece
aquele
clima
Clímax


ALDRAVIA 026
preciso
escovar
dentes
decido
escavar
sorrisos


ALDRAVIA 027
domingo
sol
futebol
extravasamento
estrela
varzeana



ALDRAVIA 028

cometi
pecados
fato
omissão
divino

perdão

terça-feira, 18 de agosto de 2015

TIQUIM 01-05

NOVO ESTILO POÉTICO CRIADO POR MARLI CALDEIRA MELRIS (CONTAGEM-MG)

TIQUIM 001
Teve vida

...revista
Teve revista
....na vida


TIQUIM 002
Pedra no meio

........caminho
Pedra, caminho
.....do meio


TIQUIM 003
Contra o tempo

........contratempos
Contra contratempos
...........tempo


TIQUIM 004
Beijou sapinhos

..........príncipe
Beijou príncipe
..........sapinhos

TIQUIM 005
Todo encanto

..........livro
Todo livro
..........em-canto


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ALDRAVIAS OCASIONAIS



ALDRAVIA CAM -A 

lúcido 
lavrou 
lucrou 
luxou-se 
enlouqueceu 
enlutou-se 

ALDRAVIA CAM-B


polícia
perícia
notícia
assassinato 
anula 
anonimato 

ALDRAVIA CAM-C 


mimosa 
intrometida 
abrilhanta 
minha 
noite 
desnorteia-me 


ALDRAVIA CAM-D 


corri 
mundos 
acumulei 
fundos 
acabei 
defunto 

ALDRAVIA CAM-E 


jardins 
suspensos 
moderna
babilônia 
agricultura 
urbana 

ALDRAVIA CAM-F 


curtiu
vidas
compartilhou
virilhas
comentada
ficou

ALDRAVIA CAM-G

 
menina 
nina 
moça 
bolina 
mulher 
domina 

ALDRAVIA CAM-H 
após
banquete 
diarreia 
após 
bacanal 
gonorreia

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

ALDRAVIAS EM GESTAÇÃO 01



ALDRAVIA CAM 1
Poético
Labor
Empobrece
Bolso
Enobrece
Alma



ALDRAVIA CAM 2

Abelhas
Compõem
Mel
Enquanto
Compro
Luas



ALDRAVIA CAM 3

Cada
Aldravia
Composta
Seis
Neurônios
Gastos




ALDRAVIA CAM 4

Mandou-me
Embora
Obrigou-me
Voltar
Como
Boomerang


ALDRAVIA CAM 5

Traiu
Por
Costume
Traído
Sentiu
Ciúmes



ALDRAVIA CAM 6

Lua
Prateada
Plastificada
Parcelada
No
Cartão



ALDRAVIA CAM 7

Vim
Léguas
Venci
Línguas
Ver-te-ei
logo


ALDRAVIA CAM 8

Conforme
Monge
Somos
Encontros
De
Cromossomos


ALDRAVIA CAM 9

Menino
Maluco
Não
Tanto
Quanto
Ziraldo


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

DE-K LOGIA POETRI-K

DE-K LOGIA POETRI-K (00)


POETRIX 01:
TOCAIA
Flores à beira da estrada
Feito centúrias romanas
A minha espreita

POETRIX 02:
PRÓ AQUECIMENTO GLOBAL
Desdentado não trituro
Mas aquecendo tudo
Bastar-me-á canudo

POETRIX 03:
TOCAIA 2
Esperou na janela
Jagunço na tocaia
Para matar-me de amor


POETRIX 04:
O POSITIVISTA
Em mim nada em ordem
Em mim nada progride
Mas sigo positivo


POETRIX 05:
SOLIDÃO NA NOITE
Noite, solidão
Lida com jeito
Que tudo se ajeita

POETRIX 06:
SELEÇÃO (SOBRE) NATURAL
Nunca selecionado
Genética não herdada
No céu matarei Darwin!

POETRIX 07:
CONSTATAÇÃO
Praça não mais do povo
Céu não mais do condor
Agora tudo dos abutres

POETRIX 08:
CONCISÃO
Poema tão conciso
Que nem deu tempo
De fazer circuncisão

POETRIX 09:
VERDE
Em verde me confundo
Olhos ou semáforo
De primeira piso fundo

POETRIX 10:
MELHORAMENTO GENÉTICO
Cópula minimalista
Entre poetrix e aldravia
Uma palavra diz tudo

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

domingo, 9 de agosto de 2015

ALGO

da série Klaus Mendes











Algo que passa rápido
feito trem bala
algo que abala o coração
e acaba de repente

Algo que deixa marcas
feito feridas na pele
algo que nada apaga
em páginas eternizadas

algo que fica na memória
dando doídas marteladas
algo que não deixa saídas
trancando as estradas

algo que se chama sonho
em pedaço de noite de verão!