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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

MINHAS LEITURAS PARA 2022

 

MINHAS LEITURAS PARA 2022

 

(imagem obtida em buscas na internet)

Fim de ano é tempo de fazer lista de desejos para o ano seguinte. Tenho visto youtubers que comentam livros fazerem suas listas de calhamaços para 2022. Ainda não vi a lista de Yuri Al’Hanati do canal Livrada, que eu mais sigo. Assim mando aqui a minha lista de livros físicos. Há ainda os livros da minha biblioteca da Amazon e da Google Play livros (Na maioria acesso gratuito), e os que conseguir em e-book para fins de estudos, livros que troco com recantistas, antologias em que participo, livros de autores regionais (principalmente de Mutum). Subsídios para meus roteiros, resenhas, etc...

 

Na lista há livros que quero terminar a leitura como O Evangelho de Tomé, de José Aristides. Outros são releituras como alguns contos de Caio Fernando Abreu e em dezembro, mês apertado.

Começo o ano com a Trilogia do Josés (José Ronaldo, José Wilker e José Aristides), Há um calhamaço no meio do caminho, no meio do caminho há um calhamaço” do maior biógrafo brasileiro de Karl Marx. Fecho o ano com releitura de Frankenstein.

 

JANEIRO: ATLAS ANATÔMICO PARA ALMAS PUÍDAS – José Ronaldo Siqueira (Terminar leitura)

FEVEREIRO: COMO DEIXAR UM RELÓGIO EMOCIONADO – José Wilker (Prefácio de Frei Betto)

MARÇO: O EVANGELHO DE TOMÉ: A OUTRA FACE DE JESUS – José Aristides da Silva Gamito. (Terminar leitura)

ABRIL1: FILIGRAMAS (POETRIX) - Beth Iacomini

ABRIL 2: A OUTRA - Neusa Jordem Possati (Crônicas) Terminar leitura.

MAIO: WIELAND OU A TRANSFORMAÇÃO – Charles Brockden Brown. (1º Romance Gótico dos Estados Unidos)

JUNHO: MITOLOGIA NÓRDICA – Neil Gaiman

JULHO: KARL MARX – José Paulo Netto (Biografia – Calhamaço) Subsídio para a peça OS VIZINHOS DE MARX.

AGOSTO: CONTOS COMPLETOS – Caio Fernando Abreu. (Alguns contos como releitura).

SETEMBRO: OUTSIDER – Stephen King.

OUTUBRO: PENUMBRA – André Vianco (terminar leitura)

NOVEMBRO: VHS: VERDADEIRAS HISTÓRIA DE SANGUE – Cesar Bravo. (Terminar leitura)

DEZEMBRO: FRANKENSTEIN – MARY SHERLEY (Releitura)

 Se der você poderá conferir as resenhas na série À SOMBRA DE UM CEDRO EU SENTEI E LI.

No final do ano a gente comenta o que foi possível e o que não foi. Qual a sua lista?

sexta-feira, 25 de maio de 2018

TODO CAMINHONEIRO TEM UM PARENTE





O cara é parente de alguém. Todo mundo da família é parente. A direita brasileira também tem seu parente. Sim, ele se chama Pedro. E ele é uma espécie de pedra quando um governo de direita está no poder. Ele estava lá naquele apagão.
Mas todo mundo já ficou escuro por causa de um parente. É que o sujeito vai te visitar, gasta a energia indevida. Ou quando era lamparina, ficava até lá pelas dez da noite batendo papo, lembrando-se da infância, contando piadinhas sem graça, perguntando pela tinha que não vê há tempos. A gente não percebe que a querosene vai acabando dentro da latinha. E de repente o fogo mingua. A luz se vai e o parente deixa a gente no escuro.
Tem também aquela prima, que também é parente, que mesmo não apagando a luz, convida a gente para encostar um pouco mais prum canto, para a gente se beijar.
Mas tudo isso passa, hoje na casa da maioria dos parentes não há mais lamparina. E nem na nossa casa. Então a gente recebe o cara, ou a cara, que traz um monte de bugigangas eletrônicas. A primeira coisa é carregar o celular, depois de pedir a senha o wifi, claro. Depois vem o secador de cabelo, a chapinha, pede para usar o liquidificador para fazer sua mistureba que emagrece, usa o barbeador para barbear sei lá o que, e vai usando, abusando, se lambuzando, e de repente, a energia do barraco que é gato, cai. Fica todo mundo no escuro. E o parente segue causando apagão.
E quando a gente pensa que o parente foi embora, ele volta. Agora mais moderno. Mais abusado. Pede o carro emprestado e dá uma volta, duas, pede mais uma vez, e quando a gente percebe a gasolina acabou. Com a chegada do parente, agora há mais concorrência. Se o dólar subir, a gasolina também vai subir, o parente é sempre aborrecente. Então é preocupação e canseira, a gente tem vontade de estacionar a carreta no meio do caminho. Temos a sensação que o combustível está acabando.  Dá vontade de parafrasear o homem de Itabira de onde partem os poucos trens que ainda restam, “há um parente no meio do caminho, no meio do caminho há um parente.” Não tinha, ainda tem, há, agora , no Brasil onde a maioria pode escolher o seu Parente.
Cada um ganha a vida como pode e nem sempre se tem o parente que quer. Mas há quem escolheu o Parente. O Parente, com P maiúsculo, que gosta de causar apagão ou deixar o preço da gasolina, do etanol e do diesel flutuar e esquece que o que é volátil só sobe, nunca desce. O Parente parece não entender disso.
E o caminhoneiro parado no trevo, com um trevo de quatro folhas no bolso, arriscando a sorte nas estradas noturnas, trazendo tudo, levando tudo, da maionese do hambúrguer a erva que abastece a boca. Do remédio do hospital ao chumbinho para matar os ratos, os gatos, as cachorras, e abastece cada um no seu quadrado, tem o parente para sustentar e para se aperriar. Então o Parente chega como sua alegria, parece ser a salvação. A gente abre mão de outras pessoas e o acolhe. Ele vai ficando quieto no seu canto, ganha a confiança e a gente confia que ele sabe. Mas ele faz do jeito dele e bagunça a vida, se deixar, de um país inteiro. Então a gente passa a desejar a saída dele. A gente começa a entender a lição: a nem todo Pedro deve se dar a chave do céu e nem do galinheiro, mesmo se ele for Parente.
Então passamos a não ver a hora do parente voltar para donde veio e cuidar dos seus próprios frangos.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

QUANDO SE FAZ (OU SE DESFAZ) A BARBA

Estou barbudo. Essa é a conclusão que chego sempre quando pela manhã ou pela tarde eu me olho no espelho.
Lembro-me de uma antiga música do Titãs. O título é Não Vou Me Adaptar. A verdade é que eu estou adaptado à barba grande.
Isso vem dos tempos de militância juvenil à esquerda. Bem à esquerda. Queria eu ser um Fidel, ser um Lula. E então deixava a barbicha crescer.
O tempo passou e até o PT foi se desbarbeando. Eu fui me encarecando e tendo o sacrifício triário de fazer, ou desfazer a barbar. Passei até a gostar do cheiro de menta do creme. A gilete gillete é melhor que outras marcas e prestobarba tem que prestar.
Mas sempre faço um pouco de lamúria antes da raspagem. Não vou dizer que a primeira faz tchan. Eu não gostava desse comercial na TV.
Mas o tempo continua passando e os homens estão começando a ficar barbudos de novo. Primeiro foi um tatuador lá de Colatina. Depois reparei que certos jogadores do meu segundo time, o Grêmio, e hoje um cara no Seminário de História e Cultura.

Fazer, ou desfazer, a barba pode ser desestressante para uns, apenas uma rotina para outros, mas para mim, ficar pela manhã, meio dia ou pela tarde, e mesmo na madrugada, diante do espelho, nesse momento T.F.B (Tentando Ficar Bonito) é um puta sacrifício que faço. Acho que adotarei a partir de hoje a onda dos neobarbudos.