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terça-feira, 7 de novembro de 2017

MEU DOMÍNIO



Não me adiantou amar as rosas
Plantadas em jardins alheios
A morte veio sem pedir licença
E sulcou um peito infértil
Para as ilusões do mundo

Precisei gritar em diversas noites
Por um nome desconhecido
Vi minha voz voar como morcegos
Entre as velhas casas da cidade
Em seus segredos extenuantes

Não exerci nenhum fascínio
Nunca ouvi um aplauso
Meu domínio não passou do meu corpo
E dos abraços que eu dei
Em miragens insinuantes

Morri como se morre naturalmente
Como uma lâmpada que se apaga
Na madrugada já tão escura
Na verdade eu é que desisti
De ver o sol raiar sem nenhuma razão


DA SÉRIE: GOTIKLAUS II

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

EU TE CONVIDO PARA UMA VIAGEM



Nenhuma noite se parece com outra noite
Cada noite tem sua magia
Eu tento me embriagar
Da essência das noites de inverno

Nenhuma morte se parece com outra morte
Cada morte tem seu gestual
O último suspiro parece ser um hiato
Entre o que foi aquele corpo no mundo

Teu berro cinzento ecoando entre paredes de concreto
Eu sintetizo tudo como se estivesse remixando
Teu grito de horror diante de um inseto gigante
Teu grito de horror diante da podridão
Eu te compreendo
Eu te convido para uma viagem

Nada nesse mundo vale
A baba de um vagabundo pela noite
A moeda perdida pelo bêbado
A mão pedindo ajuda

Eu te convido para uma viagem