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domingo, 4 de junho de 2017

PORTAIS

















Aquilo que eu planto por ser tão feliz
Colho antes de o poente encerrar o dia
Risco a minha cela com desenhos a giz
Olho no espelho a imagem da rebeldia
Suspiro fundo e enfrento cada batalha
Tolerância zero eles terão por uma falha
Imagino portais se abrindo pela parede
Caminhos em direção à nova realidade
Alimentar-me-ei, saciarei a minha sede
Nas dimensões dessa minha insanidade
Devo ser feliz por eu não ter consciência
O mundo nunca chorou minha ausência

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O ÚLTIMO SUSPIRO

O ÚLTIMO SUSPIRO


Ando entre os cacos da cidade

Curando as feridas pelo corpo.

Ronda sórdida pela fatalidade,

Olhando feito poeta absorto.

Sentindo o odor do apocalipse,

Tudo escuro sob intenso eclipse.

Irados se gladiando pelas praças,

Ceifando os sonhos de outrora.

A história sob vorazes traças,

Nada mais aqui me resta agora.

De dentro do meu pobre coração,


Ouço o último suspiro da razão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO



Amanhã será um novo dia

Cedo ou tarde, o tempo passa

Rótulos e ritos de fachada

rosto por detrás da vidraça

Somente uma flor não basta

Tudo que não une, afasta

Ironia do destino no conto

Contado de geração em geração

história está sendo moldada

Na vida ainda em gestação

Dentro de um grito desesperador

Outro grito expressa a dor!

Da série: ACROSTICANDO.

A MESMA CANÇÃO

A gente busca felicidade

Caminhando sempre em frente

Rompendo horizontes farpados

Ouvindo um som estridente

Selva de concreto, essa cidade

Todo dia é dia de maldade

Indo e vindo por ruas e avenidas

Caminhando sempre em frente

gente busca a felicidade

Naquilo que julgamos decente

Diante de tanta ilusão

Ouvindo sempre a mesma canção

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

ACROSTICANDO 1 E 2










ACROSTICANDO 01
Até quando esperar
Cair paz do céu
Ruas alagadas de sangue
Ossos humanos ao léu
Sopra um vento frio
Tinindo, causando arrepio
Instinto de sobrevivência
Causando barbáries
Alimentando o ódio
Nutrindo rugas e cáries
De um mundo destruído

Onde o amor foi obstruído















ACROSTICANDO 02
Ainda há uma esperança
Cacto verdejante na aridez
Resistindo securas de valores
O ímpio e toda forma de sordidez
Só a vida em si vale a pena
Talvez a morte seja só cena
Insistindo na sobrevivência
Cacto teimoso feito os meus
Aniquilados perante o mundo
Não perante nosso Deus
Diante do trono do Senhor
Oramos e louvamos: Deus é Amor

DA SÉRIE: ACROSTICANDO