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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

O QUE O MAR PENSA DE MIM? (EU NA REVISTA BARBANTE)

 

O QUE O MAR PENSA DE MIM?

 


Saiu na revisa Barbante, nº 51, meu poema Viagem ao litoral. Nele falo de um tipo de viagem que muitos fazem, e acredito que outros gostariam de fazer.


Eu me baseei na experiência em litorais capixabas e baianos. Mas o encontro com o mar é universal. Seja em Marataízes ou em Marseille.

 

Posto aqui o poema, mas gostaria que você baixasse a revista e lesse as criações literárias dos meus colegas:

 

VIAGEM AO LITORAL

 

Viajo para o litoral

Minha alma maruja

Começa a bailar

Com ondas imaginárias.

 

As montanhas de Minas

Distanciam-se no retrovisor

Eu sigo pela dois meia dois

(A cento e um também está no caminho)

E de longe ouço o barulho.

 

Estou chegando de peito aberto

Para ver novamente

O horizonte atlântico

Como quem revê antigo amor.

 

Mas o mar me conhece?

Será que ele se lembra de mim

Em Alcobaça, Praia Grande ou Marataízes?

O mar ainda se lembra

Do nosso primeiro encontro?

 

Sei que o litoral capixaba ou baiano

Não se cansa da nossa mineirice

E suas ondas fortes mais parecem

Um abraço de saudade.


LINK PARA A REVISTA BARBANTE Nº51

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

DEPOIS DO ESTRONDO: MEU POEMA PÓS-GÓTICO NA REVISTA BARBANTE


Na edição de Nº 50 da Revista Barbante, comemorando seu décimo ano de publicação, meu poema Depois do Estrondo que escrevo para minha série GotiKlaus, poemas pós-góticos, falo sobre o encontro do amor e as barreiras a serem vencidas para além do desastre de um mundo pós-moderno e decadente.

Na revista o poema saiu com um equívoco gráfico no primeiro poema da terceira estrofe, faltando o r em apertando. Mas acredito que erros como estes acontecem na correria do dia a dia. No final tem link para quem quiser baixar a revista na íntegra.                                                            

DEPOIS DO ESTRONDO

Sobre meus olhos inchados não se assuste

São as noites frias na companhia do corvo

Que me ensina como ser anjo neste inferno.

 

Com os lábios sangrando não se desespere

São serpentes que engoli para me fortalecer

Em banquetes letais por florestas sombrias.

 

Sinta minha mão trêmula apertando a sua

Não se acanhe se eu te perguntar sobre amor

Eu te encontrei em viagens para além da lua.

 

Sobre meus passos trôpegos eu apenas quero

Que você venha comigo pela trilha íngreme

E se deite ao meu lado sobre a relva urticante.

 

Sobre meu verso sem rima sinta uma canção

Sussurrando em seus ouvidos a lamentação

Que eu faço ao vento depois de cada manhã.

 

Seja comigo o casal que vencerá o apocalipse

Nunca duvide daquilo que teu olhar não vê

Seremos ainda hoje a parte escura do eclipse.

 

Paz e guerra são coisas do mundo redondo

Nada sobrará da Terra depois do estrondo

A não ser nós dois caminhando pelo infinito.

 

REVISTA BARBANTE Nº 50




 

quinta-feira, 24 de março de 2022

EU NA REVISTA: POEMA A CERTEZA NA REVISTA BARBANTE

 


O que me atormenta tanto 

São os vazios irreparáveis


Meu poema A Certeza do meu livro intitulado por hora de Inflexões de Cantondes fui publicado na revista Barbante, em sua edição comemorativa de 10 anos.


LINK PARA BAIXAR A REVISTA BARBANTE