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domingo, 24 de julho de 2022

ENTREVISTA PARA A EDITORA CYBERUS: EU & OS MICROS

 

Como autor selecionado para a antologia MICRODOSES DE HORROR da editora Cyberus, de Belém-PA, concedi uma entrevista para a divulgação do financiamento coletivo da Cartase a partir do mês de agosto. Quem adquirir o e-book pela Cartase vai ter desconto do livro físico em setembro pela Uiclap.

EU & OS MICROS

Fale um pouco sobre você:
Eu me chamo Cláudio Antonio Mendes, moro em Mutum-MG. Sobrevivo trabalhando como professor de Educação Básica. Nas horas vagas procuro escrever, aprimorando minha literatura.
 
Você divulga seu trabalho nas redes sociais?
Posto em minhas redes sociais os títulos dos livros que tenho, as antologias em que sou selecionado e compartilho alguns poemas.
 
Pensando em inspiração, quem te influencia?
O que me influencia são livros que já li ou estou lendo, alguns filmes. Nos meus poemas há referências a Ferreira Gullar e Carlos Drummond de Andrade. Na prosa minha primeira influência foi Luiz Lopes Coelho.
 
Como surgiu a ideia do microconto?
Eu sempre gostei do minimalismo na literatura, e na arte de um modo em geral como os curta-metragens no cinema. Gosto de indrisos, poetrix e aldravias na poesia. E narrativas minimalistas. Estou me aperfeiçoando participando de grupos de microcontos.
 
Qual foi a maior dificuldade em escrever o conto selecionado?
Dar cadência à história.
 
É possível assustar com tão pouco?
Sim. Escrever um microconto requer o mesmo esforço de um conto. Em um microconto a cadência precisa ser vai visceral e a quebra de expectativa do leitor mais abrupta. O susto pode ser até mais intenso, por ser instantâneo que em um conto ou romance de horror/terror.



VEJA ESTA E AS DEMAIS ENTREVISTAS NO 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

PASSE O INVERNO COM A FAMÍLIA WINTERSON - SORTEIO


SORTEIO LITERÁRIO


Teremos nesse final de semana sorteio de dois livros da antologia 

CONTOS DE NATAL SEM LUZ – VI

Como lembrança da minha participação pela terceira vez consecutiva nessa antologia em que a organizadora Rô Mierling se junta a mais 19 escritores, pela Editora Illuminare, para contar histórias interessantes sobre os natais em Garden Rose.

Aguardarmos seu retorno entre sábado e domingo para saber os critérios. Nada difícil, quero apenas presentear aqueles que acompanham meus escritos.

Não deixe de participar!!!!!!!!

Prestigie autores nacionais.

VALORIZE A LITERATURA MUTUENSE

CONHEÇA MEU SITE 
NO RECANTO DAS LETRAS



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CONTOS DE UM NATAL SEM LUZ - VOL. 5

Uma vila, 20 casas, vinte histórias que mostram que nem todos podem ter a alegria de um verdadeiro Natal.
Vinte autores selecionados criando contos dramáticos que vão te fazer refletir sobre como pode ser a tão sonhada noite de Natal.
Publicação EDITORA ILLUMINARE - 100% Gratuita.
Ebook gratuito no site da editora após lançamento da obra em 8 de dez de 2018 - 14:00 - Biblioteca Viriato Correa - São Paulo - SP.



Casa 1 – Lorena Caribé – Conto: Uma Vida Nova
Casa 2 – Eloisa Alcântara – Conto: A Ceia
Casa 3 – Carlos Asa – Conto: Um Presente Amargo
Casa 4 – Tatiana Honorato – Conto: Façam Silêncio
Casa 5 - Mhorgana Alessandra – Conto: Voa, Voa, Joaninha
Casa 6 – Márcia Pavanello – Conto: Natal dos 15 Anos
Casa 7 – Adnelson Campos – Conto: Mais uma Chance
Casa 8 – Marissol Lorenço – Conto: O Natal do Palhaço Exilado
Casa 9 – Nicole Ayres – Conto: O Duende
Casa 10 - Bárbara Lúcia – Conto: A Espera
Casa 11 – Ro Mierling – Conto: Menininha
Casa 12 - Regiane Silva – Conto: Os Presentes de Natal
Casa 13 – Deborah Petrova – Conto: Eu não Tive Culpa
Casa 14 – Fernando Callado – Conto: A Última Casa da Vila
Casa 15 - Srta. Mendes – Conto: Santa Claus
Casa 16 – Sergio Mattos – Conto: O Corpo que Fala
Casa 17 – Michelle Fagundes – Conto: Girassóis
Casa 18 – Claudio Mendes – Conto: Na ausência de Esperanza
Casa 19 – Susan Cruz – Conto: O Pinheirinho
Casa 20 – Rudson Xaulin – Conto: Banquete de Sangue

quarta-feira, 2 de maio de 2018

5 melhores filmes baseados na obra de H.P. Lovecraft


H.P. Lovecraft foi um dos maiores autores da literatura clássica gótica. Morreu novo, com apenas 46 anos, em decorrência de um câncer no estômago, mas deixou uma enorme contribuição na ficção científica de horror, na qual ficou conhecida como “Terror Cósmico”. Nele, mostrava o ser humano sempre diante de uma realidade paralela hostil e assustadora habitada por criaturas estranhas que adentravam em nossa realidade para aniquilar os seres humanos.

Leia o artigo em: http://nerdpoint.com.br/26/03/2018/especial-5-melhores-filmes-baseados-na-obra-de-h-p-lovecraft/

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

PÃO, VINHO E ESTRICNINA

PRIMEIRA
ESTOCADA
MICHEL FOUCAULT
Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta... Não tenha medo da dor, tenha medo de não enfrentá-la, criticá-la, usá-la.

PÃO, VINHO E ESTRICNINA
 O novo sacristão prestava atenção no sermão sobre confissões. Talvez um dia ele confesse seu mais novo segredo. Só ele sabia naquela catedral superlotada que a comunhão seria sob três espécies: pão, vinho e estricnina.


 
CENÁRIO

 Antes de usar a velha catedral como locação do seu filme de terror, o diretor de cena precisou do sangue do bispo.


 
O BISTURI DO CIRURGIÃO 

— Ei doutor, passa o seu bisturi em mim. — falou toda sinuosa para o jovem cirurgião que foi fazer uma palestra na escola. No dia seguinte ela estava morta, toda retalhada. Ele havia realizado seu desejo.

 
NA CARNE DO CORVO

 Enquanto o corvo beliscava seu corpo, sua alma apossou-se do animal asqueroso. Só agora percebe como o mundo é lindo e as pessoas são doces.
  
CHURRASQUINHO UNIVERSITÁRIO

 Ele vendia churrasquinhos em frente à faculdade de medicina. Todos compravam seu petisco para aplacar a fome após longas aulas. Era de um sabor diferente. A cada semana ele tinha um freguês a menos. Ainda assim seu negócio rendia. Coisas de ex-universitário frustrado.


 
ENXADADA INCISIVA

Estressado com sua profissão, cirurgião renomado abandonou sua brilhante carreira. Comprou um sítio longe da grande cidade. Pensou consigo: Mexer com plantas é bem melhor que com ser humano. Na primeira enxadada fez uma incisão bem no peito do cadáver mal enterrado.


 
COMEMORAÇÃO NO TREVO

 — Oi amor, estou te ligando para sairmos hoje, vamos comemorar a noite toda.
— Comemorar o que?
— Você não se lembrar? Vem que eu te conto. Encontre-se comigo no trevo depois das 10.
Ele havia esquecido que hoje faz um ano que sua namorada morreu atropelada no mesmo trevo que sempre a encontrava.
O VILAREJO

Quando chegou ao vilarejo, não encontrou uma viva alma sequer. O lugar era realmente sinistro. Mal sabia ele que também sairia dali sem a sua.

 
PENA!

 O estripador ao retalhar o corpo de mais uma vítima, depara com uma cicatriz que ela trazia de um grave acidente automobilístico. Sentiu pena!


O MEL DA SUA LUA

Foi durante a recepção do casamento que ele passou para ela o veneno dentro de uma pequena ampola. O noivo ao lado sorriu inocente, nem percebeu que o mel de sua lua estava sendo temperado com estricnina.


FUGINDO DO PERSONAGEM

Entrou na loja e todas as balconistas se esconderam. Ninguém queria virar personagem nos contos do escritor. Isso sim é um terror para ele.

 
EU SANGUE FERVE

De seus olhos gotejam sangue. Seus passos são cambaleantes pela trilha estreita, cabelos desalinhados e um corpo frágil fora do prumo. Disseram-me que essa montanha é amaldiçoada. Não acredito, pois meu sangue ferve por essa mulher caminhando em minha direção.



NÃO HAVIA COMIDA


A chuva e a fome eram as duas companhias do andarilho. Ele avistou uma casa solitária. Julgou haver abrigo e comida. Enganou-se. Não havia nenhuma comida na casa antes dele se abrigar nela.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A INSANIDADE EM TREZE FATOS - I

01.CATEDRAL I

O novo sacristão prestava atenção no sermão sobre confissões. Talvez um dia ele confesse seu mais novo segredo. Só ele sabia naquela catedral superlotada que a comunhão seria sob três espécies: pão, vinho e estricnina.


02.CATEDRAL II

Antes de usar a velha catedral como locação do seu filme de terror, o diretor de cena precisou do sangue do bispo.


03.CIRURGIÃO I

— Ei doutor, passa o seu bisturi em mim. — falou toda sinuosa para o jovem cirurgião que foi fazer uma palestra na escola.
No dia seguinte ela estava morta, toda retalhada. Ele havia realizado seu desejo.


04.ALMA I

Enquanto o corvo beliscava seu corpo, sua alma apossou-se do animal asqueroso. Só agora percebe como o mundo é lindo e as pessoas são doces.


05.MEDICINA

Ele vendia churrasquinhos em frente à faculdade de medicina. Todos compravam seu petisco para aplacar a fome após longas aulas. Era de um sabor diferente. A cada semana ele tinha um freguês a menos. Ainda assim seu negócio rendia. Coisas de ex-universitário frustrado.


06.CIRURGIÃO

Estressado com sua profissão, cirurgião renomado abandonou sua brilhante carreira. Comprou um sítio longe da grande cidade. Pensou consigo: Mexer com plantas é bem melhor que com ser humano. Na primeira enxadada fez uma incisão bem no peito do cadáver mal enterrado.


07.ALMA II

Quando chegou ao vilarejo, não encontrou uma viva alma sequer. O lugar era realmente sinistro. Mal sabia ele que também sairia dali sem a sua.


08.TREVO

— Oi amor, estou te ligando para sairmos hoje, vamos comemorar a noite toda.
— Comemorar o que?
— Você não se lembrar? Vem que eu te conto. Encontre-se comigo no trevo depois das 10.
Ele havia esquecido que hoje faz um ano que sua namorada morreu atropelada no mesmo trevo que sempre a encontrava.


09.CICATRIZ

O estripador ao retalhar o corpo de mais uma vítima, depara com uma cicatriz que ela trazia de um grave acidente automobilístico. Sentiu pena!


10.RECEPÇÃO

Foi durante a recepção do casamento que ele passou para ela o veneno dentro de uma pequena ampola. O noivo ao lado sorriu inocente, nem percebeu que o mel de sua lua estava sendo temperado com estricnina.


11.ESCRITOR

Entrou na loja e todas as balconistas se esconderam. Ninguém queria virar personagem nos contos do escritor. Isso sim é um terror para ele.



12.SANGUE

De seus olhos gotejam sangue. Seus passos são cambaleantes pela trilha estreita, cabelos desalinhados e um corpo frágil fora do prumo. Disseram-me que essa montanha era amaldiçoada. Não acredito, pois meu sangue ferve por essa mulher caminhando em minha direção.


13.COMIDA

A chuva e a fome eram as duas companhias do andarilho. Ele avistou uma casa solitária. Julgou haver abrigo e comida. Enganou-se. Não havia nenhuma comida na casa antes dele se abrigar nela.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

DIGA XIS PARA MORRER

CONTO DE TERROR

NOTA DO AUTOR: Esse conto contém cenas impróprias para menores de 18 anos.


Empurrado do penhasco, o corpo tinha o crânio quebrado, várias facadas no peito e nas coxas, dois cortes profundos nas nádegas, sangramento no ânus e a vulva retirada cirurgicamente.
Soube-se depois, o corpo era de Jamilly Andrade, uma moça envolvida com drogas e prostituição ocasional. Ninguém sabia o que ela estava fazendo ali. Nenhuma digital em seu corpo. 
Uma amiga passou o celular para a polícia e nada.
Depois de dois meses, outro corpo estava prestes a ser trucidado.  Uma moça branca, com enredo de vida igual ao de Jamilly Andrade, fazia poses sensuais sobre o comando da fotógrafa. 
_Isso, um pouco mais de biquinho e um olhar sensual para a câmera. Ok. Agora apoie as mãos na árvore, empina o bumbum. Quero fotografar sua bunda. Isso, uma rebolada, por favor. Vou tirar sua calcinha. Pronto. Isso. Agora vou amarrar suas mãos ao galho.
_Isso é necessário?
_Fotos de submissas rendem muito. A revista vai gostar.
A moça consentiu.
_Agora uma fita adesiva na boca para simular um estupro preste a acontecer. Por isso tudo tem que ficar só entre a gente.  Entendeu? Por isso viemos para esse lugar deserto no meio da mata.
Depois de três cliques, a fotógrafa arrancou uma adaga da bolsa de equipamentos, foi até à moça, e fez uma incisão em cada nádega. Sentiu a pretensa modelo rebolar de dor. Riu sarcasticamente.
A moça se deu conta que estava numa enrascada. A fotógrafa abraçou-a por trás e começou a friccionar seu clitóris, misturando prazer e dor. Era um estupro. Um estupro macabro, pois, o sangue das nádegas escorria pelas coxas. 
Sem poder gritar ou movimentar os braços, a moça sacudia seu corpo. Mas a fotógrafa, mais corpulenta, conseguia fazer o que queria. Abria os lábios, sobretudo os pequenos, da vulva, usava luvas cirúrgicas, e tirava fotos em closes extremos, quase introduzindo a câmera dentro da vagina. Depois veio a sessão com vibrador. Um grande artefato introduzido na vagina, ora lentamente, ora furiosamente até obter o orgasmo que foi sugado pelos lábios grossos da mulher enlouquecida. E depois no ânus, que o levou a sangrar. Mais algumas chupadas nos seios e linguadas dentro das orelhas, um bisturi foi lhe apresentado dançando diante dos seus olhos por causa do movimento das mãos da fotógrafa diabólica. Em seguida começou a mutilação na região pubiana. Estava depilada, limpinha, exigência da fotógrafa. O processo começou por onde havia mais tecido adiposo, depois de alguns tapinhas e beliscões, até ficar toda ruborizada. Uma dor infernal notava-se na cara da pretendente a modelo que aceitou ir até ali fazer algumas fotos em troca de mil reais. Não tinha como fugir da filmadora à sua frente, focalizando seu rosto. Quanto mais o bisturi avançava pele adentro, maior a dor aflorava pelas maças do rosto abaixo dos olhos lacrimejantes. 
_Quase pronto, sua puta vadia. Quase pronto. Falava a fotógrafa com voz masculinizada. O clitóris intacto, vamos lá, agora transpassando a uretra, unh, que esguichada de urina você deu, heim. Agora o canal vaginal, bem onde havia, um dia, um hímen. Tem sangue vadia, mas não é tua regra, não é de menstruação. E sangue vadia, sangue do teu corpo, filha da puta.
A narração enfadonha da torturadora só fez aumentar a dor. Aquela voz arrouquiada perfurando seus tímpanos, começou a ficar distante. Enfim, desmaiou.
Dois dias depois, já em estado de decomposição e rodeado de urubus, o corpo foi encontrado no meio da mata, com as mesmas perfurações e mutilação da vítima de dois meses atrás. Várias pegadas de sola frisada foram encontradas no local.
_Por aí dá para começar a investigação. Pensou o policial.