quarta-feira, 2 de maio de 2018

5 melhores filmes baseados na obra de H.P. Lovecraft


H.P. Lovecraft foi um dos maiores autores da literatura clássica gótica. Morreu novo, com apenas 46 anos, em decorrência de um câncer no estômago, mas deixou uma enorme contribuição na ficção científica de horror, na qual ficou conhecida como “Terror Cósmico”. Nele, mostrava o ser humano sempre diante de uma realidade paralela hostil e assustadora habitada por criaturas estranhas que adentravam em nossa realidade para aniquilar os seres humanos.

Leia o artigo em: http://nerdpoint.com.br/26/03/2018/especial-5-melhores-filmes-baseados-na-obra-de-h-p-lovecraft/

sábado, 28 de abril de 2018

NÃO HÁ PREÇO



A pressa, a perfeita precisão
O disparo bem no coração
Ninguém me ampara na noite
Eu vou aparecer na tua casa hoje

A pretensão, a previsão do tempo
Minha visão tão nublada
Faça uma revisão na tua vida
Não revise nossa rota mais uma vez

A prisão de ventre, a falta de ventilação
Coisas que nos assaltam no meio da noite
O pesadelo, o puxão de cabelo
O poema escrito com muito esmero

A proteção policial, a putrefação do sistema
A facção central, a profecia que condena
Uma faca entre os dentes, o dedo que acusa
A causa no bilhete, o lembrete no bolso da calça

A poesia que faz sentido não está escrita
Em estrelas nesse céu da cor de chumbo
Eu posso até não ter nenhum rumo
Mas não vou me arrumar como você quer

Não há preço quando atravesso os muros da razão

sábado, 13 de janeiro de 2018

A CURVA QUE ALIMENTA O CORVO

A cabeça que de besta se condensa
A cabeça, intensa desavença
A cabeça que guarda a crença
A cabeça aguarda alguma recompensa

O celeiro que cerra o segredo
O celeiro, cenário do medo
O celeiro, primeiro, vanguarda
O celeiro que se resguarda

O circo que chega à cidade
O circo, tudo ilusão, falsidade
O circo, picadeiro, singularidade
O circo da primeira vaidade

O corvo que come na curva
O corvo do tal Allan Poe
O corvo que me acompanha
O corvo que bate e apanha

A curva que alimenta o corvo
A curva que se dobra de joelhos
A curva que culmina na cidade
A curva que se quebra no espelho

Eu, no começo de uma percepção...

Eu, carecendo de extrema unção...

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

OBRA - DECALOGIAS POÉTICAS

DECALOGIAS POÉTICAS nasce dessa mania de padronizar o impadronizável. Um tema na mente e daí germinam dez poemas e isso acontecendo em dez dias. Pensava eu em fins do ano 1996 quais os temas musicais, hoje no meu pen-drive tenhos pastinhas temáticas, que mais gosto. Assistindo Silvio Santos em seu Qual É A Música? reforçou a ideia. 
O poema que fica pairando no ar até ser fixado no papel;
O quarto, esse reino a parte onde reino ou sou servo;
A fábrica que nos empacota dentro de um progresso, ou regresso, que nos limita;
O sol, esse insolente que nos dissolve, ainda que na solidez;
O pensamento, esse sujeito que se ajeita dentro de nós e não cala sua matraca;
A cidade, um tema recorrente em minha escrita, esse labirinto que nos permite sentir solidão em meio à multidão;
O livro, mais que um bem material, é uma caixa de pandora que pode nos supreender;
A voz, seja a voz anatômica, seja a voz figural, essa latência nos impelindo a ir em busca do pão e da palavra de cada dia;
O fogo, que cozinha o alimento, que queima dentro quando há paixão, que incendeia as ideias em ebulição, move o mundo. Fogo de menos não resolve, o mundo fica frígido. Fogo demais acinzenta tudo;
A saudade, palavra restrita nos idiomas, mas que traz o passado de volta;
Dez temas que são como canteiros em que vieram germinar os poemas presentes nessa obra.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

ALDRAVIAS PARA QUARTA FLORADA



I
poema
ao
acaso
quando
viramos
caso

***

II
nunca
despolpei
mexericas
tão
pouco
mexericos

***

III
minas
minera
palavras
como
bate-se
aldravas

***

IV
sonhos
muito
soltos
tornam-se
pesadelos
pesados

***

V
palavras
voam
feito
poeira
formando
versos

***

VI
leram
tantos
poetas
sentados
em
gramas

***

VII
soltou
berros
quando
descobriu
seus

erros