sábado, 13 de janeiro de 2018

A CURVA QUE ALIMENTA O CORVO

A cabeça que de besta se condensa
A cabeça, intensa desavença
A cabeça que guarda a crença
A cabeça aguarda alguma recompensa

O celeiro que cerra o segredo
O celeiro, cenário do medo
O celeiro, primeiro, vanguarda
O celeiro que se resguarda

O circo que chega à cidade
O circo, tudo ilusão, falsidade
O circo, picadeiro, singularidade
O circo da primeira vaidade

O corvo que come na curva
O corvo do tal Allan Poe
O corvo que me acompanha
O corvo que bate e apanha

A curva que alimenta o corvo
A curva que se dobra de joelhos
A curva que culmina na cidade
A curva que se quebra no espelho

Eu, no começo de uma percepção...

Eu, carecendo de extrema unção...

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