quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

ACROSTICANDO 1 E 2










ACROSTICANDO 01
Até quando esperar
Cair paz do céu
Ruas alagadas de sangue
Ossos humanos ao léu
Sopra um vento frio
Tinindo, causando arrepio
Instinto de sobrevivência
Causando barbáries
Alimentando o ódio
Nutrindo rugas e cáries
De um mundo destruído

Onde o amor foi obstruído















ACROSTICANDO 02
Ainda há uma esperança
Cacto verdejante na aridez
Resistindo securas de valores
O ímpio e toda forma de sordidez
Só a vida em si vale a pena
Talvez a morte seja só cena
Insistindo na sobrevivência
Cacto teimoso feito os meus
Aniquilados perante o mundo
Não perante nosso Deus
Diante do trono do Senhor
Oramos e louvamos: Deus é Amor

DA SÉRIE: ACROSTICANDO

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

TIQUIM ENXERTADO # 33 - 36












TIQUIM ENXERTADO # 33
Tudo o que você visa
.......................divisa


TIQUIM ENXERTADO # 34
O poema já tinha ido
......................rugido

TIQUIM ENXERTADO # 35
Diante de você quando me porto
......................................comporto

TIQUIM ENXERTADO # 36
Encontraremo-nos em um eranos

.......................................soberanos

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

TIQUIM ENXERTADO # 26 - 32

















TIQUIM ENXERTADO # 26
A vida sempre nos talha
............................Batalha
 
TIQUIM ENXERTADO # 27 
Todo dia você no cio
........................vício
 
TIQUIM ENXERTADO # 28 
No calor da labuta me asso
.............................cansaço
 
TIQUIM ENXERTADO # 29 
O mundo é muito vil
........................covil
 
TIQUIM ENXERTADO # 30 
Em transe eu entro
..............concentro
 
TIQUIM ENXERTADO # 31 
Pensamentos fúteis em mim agem
........................................bobagem
 
TIQUIM ENXERTADO # 32 
Partindo com passagem só de ida
............................................saída

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EU TE CONVIDO PARA UMA VIAGEM



Nenhuma noite se parece com outra noite
Cada noite tem sua magia
Eu tento me embriagar
Da essência das noites de inverno

Nenhuma morte se parece com outra morte
Cada morte tem seu gestual
O último suspiro parece ser um hiato
Entre o que foi aquele corpo no mundo

Teu berro cinzento ecoando entre paredes de concreto
Eu sintetizo tudo como se estivesse remixando
Teu grito de horror diante de um inseto gigante
Teu grito de horror diante da podridão
Eu te compreendo
Eu te convido para uma viagem

Nada nesse mundo vale
A baba de um vagabundo pela noite
A moeda perdida pelo bêbado
A mão pedindo ajuda

Eu te convido para uma viagem

domingo, 13 de dezembro de 2015

ESTAÇÃO













ESTAÇÃO

Ligo o rádio
E sintonizo a estação

Pego o trem
E vou de estação em estação

Faz frio ou calor
Depende da estação

Comunicar, locomover, sentir!

Então entendo:

A vida é esta ação.

NO VERÃO




La se vai a primavera. 
O verão está chegando. 
Flores no campo já era,
Na praia, sereias desabrochando.

DESEJO DE ÍCARO




Andando descalço

abro os braços

vôo, não alço

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