segunda-feira, 29 de agosto de 2022

domingo, 24 de julho de 2022

PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS – XXIV: ESCURIDÃO, TEMPESTADE E VOLTA

 
FONTE DA IMAGEM: blog.nec.com.br

ESCURIDÃO, TEMPESTADE E VOLTA: PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS  SEMANAIS – XXIV
 
Cinco questões que pairam sobre nossa existência não serão respondidas pelos cinco poemas da nossa pentalogia da semana. Mas acredito que poesia existe para suavizar a vida, ainda que aborde solidão, dificuldades e limitações.
 
Qual a sensação de viver um falso amor? Em A ESCURIDÃO DO FALSO AMOR o poema explora a sensação claustrofóbica de está preso em uma relação tóxica. Serve como advertência para termos um olhar mais profundo em nossas relações amorosas.
 
O que difere um amor das demais coisas? O amor não se prende a nada. Trago aqui para o amor Eros a mesma reflexão de Paulo falando do amor Ágape em AS COISAS E O NOSSO AMOR. Tudo tem contexto e está preso no universo, exceto o amor.
 
É possível fugir do amor?  O poema NÃO QUERO MAIS A TEMPESTADE coloca as consequências para quem quer se fechar ao amor. É abrir mão do impetuoso para a amenidade de um chuvisco.
 
O que no mundo importa quando se vive um amor? Em TANTO FAZ o poema traz o descaso de quem está apaixonado para questões naturais e triviais da vida.
 
O que acontece quando fujo de mim? Em VOLTAR PARA MIM o poema reflete sobre o eu-poético consciente de que ele precisa voltar para o seu EU.
 
 
A ESCURIDÃO DO FALSO AMOR
 
Sem medo eu me entreguei
Para suas palavras sedutoras
Hoje eu percebo como eu errei
Eram só palavras enganadoras.
 
Cada frase rasgou o meu coração
Como agricultor sulca o terreno
A semente da ilusão foi plantada
Não era para alimento, era veneno.
 
Sem reservas eu me entreguei
Diante dos brilhos em seus olhos
Hoje eu sei que era só fogo-fátuo
E que não iluminaria meus passos.
 
É doloroso agora ir ao teu encontro
Começo a vê que foi tempo perdido
Eu quero fugir dos seus tentáculos
Eu me esforço, mas nunca consigo.
 
Acho que estou aprisionado em você
E não adianta mover-me rumo à luz
A escuridão do falso amor me pega
Enquanto meu corpo rasteja dorido.
 
 
 
AS COISAS E O NOSSO AMOR
 
As coisas sempre estão
Dentro...
 
Da casa ou da prisão
Da caixa ou do coração
 
Do universo ou do contexto
Mesmo um meio ou um terço.
 
Só o nosso amor
Tem asa para fugir
De qualquer labirinto.
 
 
NÃO QUERO MAIS A TEMPESTADE
 
Não me apaixono mais
Cansei de sofrer
Meu coração decepcionado
Não mergulhará mais
Em aventuras profundas.
 
O amor deixou de ser possibilidade
Para se tornar apenas tema
De poemas racionalmente elaborados.
 
Fechei todas as portas
Para que nenhuma sedução entre
Para que eu agora me centre
Somente no que vale a pena
O trabalho que traz o pão
A literatura que vende mais
A rima próxima a de Bilac.
 
Ser feliz deixou de ser meta
Estou me contentando com chuvisco
Não quero mais a tempestade
Não quero mais o traço perfeito
Estou me contentando com rabisco.
 
 
 
TANTO FAZ
 
Nossos corações no mesmo passo
Pelas veredas de uma paixão
Eu caminhando ao teu lado
Envolvido na leveza da emoção.
 
Tanto faz o sol, tanto faz a lua
Ou qualquer outro astro no céu
O que me ilumina são seus olhos
Mirando a essência do meu ser.
 
O vento tem acordes de uma sinfonia
Em homenagem ao nosso momento
O dia não se prende na sua monotonia
Tenta a cada segundo nos surpreender.
 
Tanto faz a praia, tanto faz o monte
O que vejo no horizonte é esperança
Entendo que encontrei o amor certo
Para viver para além dos séculos.
 
O tempo tem o ritmo dos nossos carinhos
Dos meus dedos vagando pela sua pele
Passado, presente e futuro se fundem
Na nossa história tão densa e tão discreta.
 
Tanto faz os minutos, tanto faz o lugar
O que sinto é aroma de outras dimensões
E tanto faz no deserto, tanto faz no mar
Nosso amor tem um ecossistema próprio
Para nos abrigar.
 
 
 
VOLTAR PARA MIM
 
Eu só quero voltar para mim
Para minha calma e paz interna
Nosso caso foi ficando turbulento
Como parasita sugando o tempo.
 
Quero encontrar aquele rapaz feliz
Que escrevia poemas em cadernos
E sonhava com futuros perfeitos
Nos braços de uma companheira.
 
Hoje tudo no meu mundo sangra
Não há como sorrir para as flores
A luz da manhã cega meus olhos
Meu dia é um rosário de martírios.
 
Eu me afogo em lágrimas ácidas
E a sua dose mínima de carinhos
Nunca é o suficiente para curar
As feridas que afloram em mim.
 
Quero voltar para minha certeza
Rimar minhas fantasias em versos
Dedicados à singeleza do belo luar
Em noites de estrelas brilhando
Em meus lençóis aconchegantes.


Fonte da imagem: pixbay


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MUITO OBRIGADO PELA LEITURA!!
VOLTE SEMPRE

ENTREVISTA PARA A EDITORA CYBERUS: EU & OS MICROS

 

Como autor selecionado para a antologia MICRODOSES DE HORROR da editora Cyberus, de Belém-PA, concedi uma entrevista para a divulgação do financiamento coletivo da Cartase a partir do mês de agosto. Quem adquirir o e-book pela Cartase vai ter desconto do livro físico em setembro pela Uiclap.

EU & OS MICROS

Fale um pouco sobre você:
Eu me chamo Cláudio Antonio Mendes, moro em Mutum-MG. Sobrevivo trabalhando como professor de Educação Básica. Nas horas vagas procuro escrever, aprimorando minha literatura.
 
Você divulga seu trabalho nas redes sociais?
Posto em minhas redes sociais os títulos dos livros que tenho, as antologias em que sou selecionado e compartilho alguns poemas.
 
Pensando em inspiração, quem te influencia?
O que me influencia são livros que já li ou estou lendo, alguns filmes. Nos meus poemas há referências a Ferreira Gullar e Carlos Drummond de Andrade. Na prosa minha primeira influência foi Luiz Lopes Coelho.
 
Como surgiu a ideia do microconto?
Eu sempre gostei do minimalismo na literatura, e na arte de um modo em geral como os curta-metragens no cinema. Gosto de indrisos, poetrix e aldravias na poesia. E narrativas minimalistas. Estou me aperfeiçoando participando de grupos de microcontos.
 
Qual foi a maior dificuldade em escrever o conto selecionado?
Dar cadência à história.
 
É possível assustar com tão pouco?
Sim. Escrever um microconto requer o mesmo esforço de um conto. Em um microconto a cadência precisa ser vai visceral e a quebra de expectativa do leitor mais abrupta. O susto pode ser até mais intenso, por ser instantâneo que em um conto ou romance de horror/terror.



VEJA ESTA E AS DEMAIS ENTREVISTAS NO 

segunda-feira, 27 de junho de 2022

JANTARES, PILARES E SÃO SEBASTIÃO DA VALA: PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS - XXIII

PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS - XXIII

 

JANTARES, PILARES E SÃO SEBASTIÃO DA VALA 

Poemas são respostas, ainda que sejam questionadores.

Sobre o nosso amor.... Como estamos?

É a Ucrânia... Fagulhas da guerra.

E por que me desmorono... Paredes e pilares.

Um lugar que me encanta... São Sebastião da Vala.

E me resta em um mundo de mentiras... Versos sinceros.

 


COMO ESTAMOS?

 

Sabe aquela história

Que tudo termina

Em pizza?

A nossa não.

 

Você em jantares

De gala

E eu em bares

Bebendo ilusão.

 

XXX

 

FAGULHAS DA GUERRA

 

Eu estava falando

Do encanto das montanhas

Do frescor do vale

Da canção que se cala

Diante dos seus olhos.

 

E aí veio um trovão

O gorjeio bélico

Do pássaro de aço

Lançando bombas

Sobre a nossa poesia.

 

XXX

 

PAREDES E PILARES

 

Penso que as paredes

De um castelo

São sólidas...

Mas não nos meus

Castelos

De areia.

 

Penso que os pilares

De um amor verdadeiro

São firmes...

Mas não no nosso

Que foi diversão

De uma noite

De verão.

 

 

XXX

 

SÃO SEBASTIÃO DA VALA

 

Quase ninguém conhece

São Sebastião da Vala

Quase ninguém conhece

O que há em mim.

 

Quase ninguém sabe

O que me cala

Como bola na trave

Ou comida que entala.

 

Quase ninguém, apenas

Uma única pessoa

Sabe qual grito

Que em mim ressoa.

 

E há muitos encantos

Em

São Sebastião da Vala

Tanto quanto cantos

Dentro de mim.

 

Magia sem fim!

 

 

XXX

 

VERSOS SINCEROS

 

Eles dizem “eu te amo”

Em suas insonsas cantadas

Eles dizem “eu te quero”

Quando não há mais nada

Eu quero ver é garimpar

Versos sinceros

De dentro do coração.

 

Eles dizem “o outro é que faz”

E ilude toda uma cidade

Eles gritam “nós somos do bem”

E a mentira repetida vira verdade.

Eu quero ver é lapidar

Versos honestos

Do fundo da alma.

 

E você sabe muito bem

Que eu somente garimpo

O que é precioso e limpo.

 

E você sabe muito bem

Que eu somente esmero

O que é honesto e sincero.

 

Pois se você não soubesse

Não ficaria comigo nas noites

Em que a mente enlouquece.


PENTALOGIA ANTERIOR

CHUVA, LABIRINTO E VITÓRIA


sábado, 18 de junho de 2022

CHUVA, LABIRINTO E VITÓRIA: PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS – XXII

CHUVA, LABIRINTO E VITÓRIA: PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS  SEMANAIS – XXII


Em uma semana de gripe forte e celebrações religiosas, trago em meu versejar a força renovadora de uma chuva (indriso), o preço pelo amor intenso (indriso), o labutar do poeta que assassina seus poemas, a mulher que precisa ir embora por não se encaixar e a consequência do que fazemos.
 
Boa leitura!
 
 
CHUVA
 
Que caia a tempestade forte
Sobre meus canteiros férteis
E faça germinar meus sonhos.
 
Que eu me cure de cada corte
Feito na febre de noites inúteis
Que deixaram sangrias na alma.
 
Que esta chuva por dentro me lave.
 
Que esta chuva para longe me leve.
 
 

 
DENTRO DE UM LABIRINTO
 
Estou dentro de um labirinto
Que o mundo chama de paixão
E não encontro qualquer saída.
 
Meu fim está próximo, pressinto
Ontem dei adeus à minha razão
É na loucura que encontro vida.
 
Ninguém ama muito e sai ileso.
 
Em cada passo eu sinto o peso.
 
 


EM LEGÍTIMA DEFESA
 
Desovo meus versos
Em alguma vala
Do vasto universo.
 
Eu os matei, confesso
Foi em legítima defesa
Pois as rimas meliantes
Por motivos diversos
Tornaram-me cativo
Como em um sequestro
No refúgio dos poetas
Mortos-vivos.
 
 
 
DESENCAIXADA
 
Você não mora em mim
Você não é daqui
É outro o seu lugar
Faça as malas e vá
                            embora.
Embora eu queira
Que o tempo se estique
E queira que você fique
Um pouco mais
Você não se encaixa
Dentro da minha caixa
E nem nos meus
Códigos morais.
 
 
O QUE VOCÊ FAZ
 
O que você faz
Enquanto morre
Com o que se socorre
Quando se fere
O que você bebe
Na mesa de um bar
O que você ora
Diante do altar
O que você manda embora
O que você deixa ficar
Vai virando poesia
E você nem nota
Que a sua vitória
Pode estar na derrota.

 

 OUTRAS PETALAS DE OUTRAS PENTALOGIAS

XX

XXI


Por você ter lido minhas postagem...




sábado, 11 de junho de 2022

ESTRADA, GANGRENA E MARTE: PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS – XXI

ESTRADA, GANGRENA E MARTE: PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS – XXI
 


As estradas são sempre um atentado contra a nossa segurança. Com quem encontraremos? Quem passará por nós? Qual a velocidade? E a dúvida é sempre uma gangrena que atenta contra nossa saúde mental. E que tal a vida em Marte? Seria diferente?
 
Dádiva. Dívida e dúvida. Poesia é isto. Uma dádiva compartilhar com vocês meus versos como se fosse uma dívida, acima de tudo, comigo mesmo. Mas fica uma dúvida. Há poesia nos meus poemas?
 
Permita-me desejar a você uma boa leitura.
 

 
EXPANSÃO

Aprecio com moderação
Os momentos inadequados
A vida que se enovela
Tropeços em passos não dados
Lixo fora do saco plástico
Enquanto monto castelos de cartas
Sobre a água do aquário
Expandindo meu reino
Em universos imaginários.
 
 
CAMINHANTE

Na estrada pequena esburacada
Sou homem sem destino e mochila
 
Frustações casas velhas distâncias dedos tesos
A vida a morte bússolas extremos estreitos
Asas decepadas
 
Olho de lado
E peço para trocar de lugar
Com o espantalho.
 
 
INÚTIL
 
Descavar toda a filosofia
De uma cotidiana fofoca
Enquanto há qualquer lâmpada
Queimada
Para ser trocada
Não faz de mim
Um poeta
E sequer serei
Uma gangrena
Desta síndrome.
 
 
INDEPENDÊNCIA OU MARTE
 
Ou teremos independência
Ou eu irei para marte
Lá sim serei feio igual ao rei
E dormirei mirando o azul da terra
Não terei que ir para a guerra.
 
Em Marte as mulheres são verdes
Dá para beijá-las pensando
Em batidas de abacate
Enquanto na Terra
As melhores são as maduras.
 
Ou proclamaremos a independência
Ou viajarei para Marte
E escreverei crônicas
Como Ray Bradbruy
E como Tomás Antonio Gonzaga
Estarei como em Moçambique
Um degradado
Por ter sido dedado
Pelo melhor amigo na Terra.
 
E quem sabe lá de Marte
Vou continuar amar-te.
 
 
MOTORES EM MIM
 
Você quer me encontrar ao acaso
Veste a jaqueta ofuscante
E parte de moto.
 
As luzes te seguem
Os postes te espiam
Tanta gente na calçada
E nenhum rosto te para.
 
Penso em saltar
Para encontrar o vazio da queda
Mas o ronco da sua moto
Acionam motores em mim
Que não funcionam sem você.


sábado, 4 de junho de 2022

SORRISO, SOPRO E TROVÃO: PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS - XX

SORRISO, SOPRO E TROVÃO: PENTALOGIA DAS MINHAS PÉTALAS SEMANAIS – XX
 

Hoje em nossa Pentalogia poética falo da hipocrisia do mundo que prefere quem sorrir e rejeita o pensar. Falo também de como a vida premia e nos derruba do trono. Coisas que fazem o homem ir se degradando, se violentando por dentro na sua dose diária de um lento desfazer-se.
Boa leitura.
 
ESPINHOS DA SOLIDÃO (INDRISO)
As lágrimas caem dos meus olhos
Como folhas de um verão qualquer
Há um outono dentro de mim!
 
Páginas felizes foram arrancadas
Deixando um grande vazio na vida
Traças ou vermes? Não importa mais.
 
Havia um aroma de primavera em nós.
 
Mas só me restou os espinhos da solidão.
 
*****
SOPROS DE VIDA (RONDEL)
No tempo sopros de vida
E no suspiro uma história
Na espera talvez a saída
E na timidez uma vitória.
 
Morando nesta memória
A nossa felicidade retida
No tempo sopros de vida
E no suspiro uma história.
 
Mas e a palavra não lida?
Aquela tida como escória
Toda dor nela tão contida
Como verdade tão notória
No tempo sopros de vida.
 
***
DILEMA DO PREMIADO
 
Agora que a vida me premia
Dando-me fragmentos do paraíso
Eu sei que tudo vai passar
Eu sei que tudo vai acabar
E eu ficarei com saudade apenas.
 
Bebo do licor mais saboroso
Mesmo sabendo
Que a embriaguez já vem
Em passos largos
Abraçar o corpo sem vontade.
 
Agora que a vida me agracia
Laureando-me com honras sólidas
Eu sei que amanhã será novo dia
Eu sei que o futuro é só utopia
E estarei espanando poeiras apenas.
 
Nutro-me do maná mais delicioso
Com uma certeza
De que pão é menos que poesia
E eu estarei precisando de jejum
Justo agora que a vida me premia.
***
 
ESCUTO UM TROVÃO
 
Todo dia eu me estrago
É um violentar-me sempre
E quase aniquilado eu vago
Pelas trevas entre engrenagens
De um mundo que devora seres.
 
Ainda acho que dá para cultivar
Uns jardins sobre calçadas frias
Colher flores para saudar o sol
Enquanto dentro tudo apodrece
Como um cadáver em decomposição.
 
Todo dia eu me entrego
Já não aguento mais por em mim
Toda culpa pelos erros de todos
E choro gotas de sangue
Manchando as veredas do meu sertão.
 
Ainda penso que vamos abrir a porta
E deparar com um mundo diferente
Crianças brincando sobre o asfalto
Mas escuto um trovão ao longe
E um relâmpago cega meu entusiasmo.
 
***
SORRISO OFUSCANTE
Ele era um rapaz simpático
Que adorava possuir sapatos
Em sapateiros seus vários pares
Comprados-ganhados-roubados
Ele era um rapaz simpático.
 
Sorria para a cidade inteira
Sorria vinte e quatro horas
No trabalho-culto-redes
Ele era um rapaz simpático.
 
Capturou uma bela criança
Arrancou-lhe toda a pele
Curtiu-moldou-costurou-curtiu
E não tinha sido a primeira vez.
 
O seu sorriso ofuscante
Sugava a atenção de todos
Ninguém ouvia de seus pés
O choro das vidas tenras.
 
Ele era um rapaz simpático
E por isto, ninguém via morte
Em suas pegadas.